Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

Em reunião com lideranças sindicais, Rodrigo Maia defende o cumprimento dos acordos firmados
Presidente da Câmara dos Deputados afirmou que é pessoalmente contra o adiamento do reajuste e que acordos devem ser cumpridos

No dia 28 de novembro, após o movimento “Ocupa Brasília”, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), recebeu lideranças sindicais para tratar da reforma da Previdência (PEC 287/2016) e da MP 805/2017, e declarou ser contra o adiamento do reajuste. Rudinei Marques, presidente do Fórum das Carreiras de Estado (Fonacate) e do Unacon Sindical participou do encontro, juntamente com os deputados Glauber Braga (PSOL/RJ) e Chico Alencar (PSOL/RJ), e outros representantes dos servidores públicos. Maia  afirmou que “acordos devem ser cumpridos”, mas que é seu dever colocar a matéria em pauta.

O primeiro tema em pauta foi a reforma da Previdência. Os dirigentes sindicais criticaram duramente a propaganda do governo que denigre a imagem do Serviço Público brasileiro, na medida em que taxa os servidores como “privilegiados”, e avisaram que já ingressaram com ações judiciais para retirar a campanha “mentirosa” do ar. Sobre o teor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287 de 2016, ratificaram o posicionamento contrário à reforma, reforçado também pelos deputados Glauber Braga e Chico Alencar, e solicitaram a suspensão imediata da tramitação da matéria. “É preciso debater essa reforma com a sociedade”, defenderam os dirigentes.

O presidente da Câmara discordou das posições em relação à reforma da Previdência e informou que até quinta-feira, 30, decidirá “se haverá ou não um calendário de votação”. Especificamente sobre a situação dos servidores que ingressaram antes de 2003, Rodrigo Maia (DEM-RJ demostrou preocupação com a ausência de um processo transição no texto. “É justo que seja pensado uma transição específica para estes servidores”, disse.

ADIAMENTO DO REAJUSTE

A MP 805/2017, que adia o pagamento das parcelas de 2018 e de 2019 do reajuste salarial e aumenta a alíquota de contribuição previdenciária de 11% para 14%, também esteve no centro do debate.

Rudinei Marques destacou que o aumento progressivo da contribuição é inconstitucional e, seguido por outras entidades, afirmou a medida já é contestada por meio de Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIn). Em relação a suspensão das parcelas, reiterou que é inaceitável.

Rodrigo Maia (DEM/RJ) afirmou que é pessoalmente contra o adiamento do reajuste e que acordos devem ser cumpridos. Mas que sua tarefa, neste caso, é colocar a MP 805/2017 em votação. Em relação ao aumento da alíquota, disse concordar com a proposta e admitiu que, se aprovada, a mudança representará uma redução salarial para os servidores.

Por fim, os dirigentes solicitaram acesso às galerias da Câmara para acompanhar a votação de matérias importantes, como a MP 805 e a PEC 287. Maia se comprometeu a estudar junto aos parlamentares uma forma de garantir o acesso.

Fonte: Ascom/Fonacate

NATALIA RIBEIRO PEREIRA

Por NATALIA RIBEIRO PEREIRA

Assessora de Comunicação no SindPFA