Domingo, 27 de Novembro de 2022

Governo Federal precisa assumir responsabilidades na Amazônia
Diretora do Idesp diz que as instituições federais são frágeis para efetivar a governança na região

Em reportagem veiculada no jornal O Liberal, de Belám-PA, no início desse mês, a diretora de Pesquisas e Estudos Ambientais do Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp), Andréa Coelho, afirma que o governo federal “precisa assumir responsabilidades” na Amazônia.

A entrevista com a gestora acontece logo após a realização em Brasília da segunda Oficina de Cenários Participativos do Amazalert, um programa de interessados em saber o que poderá acontecer com a Amazônia ao longo das próximas décadas, composto por uma equipe de pesquisadores de 14 renomadas instituições europeias e sul-americanas, dentre as quais o próprio Instituto.

A diretora fala sobre a realidade regional e as ações necessárias para o futuro desejado à Amazônia brasileira em 2050. Chama a atenção os dados que traz, quando afirma que “o Estado do Pará possui cerca de 67% do seu território federalizado na forma de glebas militares, unidades de conservação, terras indígenas e assentamento da reforma agrária, sem que o governo federal assuma efetivamente a responsabilidade por estas áreas, o que se traduz em altas taxas de desmatamento, conflitos fundiários, baixa qualidade de vida no campo, dinâmica que está injustamente imputada ao Estado do Pará”.

Sobre a descontinuidade de políticas públicas para a região, ela ainda diz que “a falta de regularização fundiária efetiva e de implementação da maioria das unidades de conservação, aliada à especulação imobiliária de terras, que vem acompanhada da grilagem e violência no campo; sem falar na desarticulação dos governos que compõem a Amazônia Legal e no grande número de áreas federais nos Estados, leva a maioria dos projetos ao fracasso”. Ela completa afirmando que “as instituições responsáveis são frágeis para efetivar a governança desses projetos na região”, a exemplo de órgãos como Ibama, ICMBio, Incra e Funai.

Veja aqui a entrevista na fonte.

Por KASSIO ALEXANDRE BORBA

Coordenador Executivo