Domingo, 27 de Novembro de 2022

Incra traz empresa para apresentar proposta de novo modelo de gestão
Instituto Falconi foi escolhido pela Direção do Incra para o trabalho

Nessa quinta-feira (27/6) ocorreu uma reunião envolvendo toda a Direção do Incra e as entidades representativas dos servidores para participarem da apresentação do projeto intitulado “Desenvolvimento e Implantação de um Novo Modelo de Gestão do Incra com foco em resultados e de sua Reestruturação Organizacional”, protagonizado pelo Instituto Falconi, que pode vir a ser contratado pelo Incra.

Pela autarquia, participaram o Presidente, Leonardo Góes, e todo o corpo diretivo, além de alguns coordenadores e assessores. Pelo SindPFA, participaram o Diretor Presidente, Sávio Feitosa, o PFA João Daldegan Sobrinho, o Coordenador Kássio Borba e o Assistente Administrativo Wesley Valeriano. Estavam presentes ainda representantes da Confederação Nacional das Associações de Servidores do Incra (Cnasi) e da Associação de Servidores da Reforma Agrária/DF (Assera).

Os representantes do Instituto Falconi iniciaram a reunião com a sua apresentação, afirmando ser uma instituição líder em consultoria de gestão, voltada principalmente para a entrega de resultados. Atua em mais de 50 segmentos, conta com 800 consultores e possui escritórios no Brasil, Estados Unidos, México e América Latina.

No Brasil, possuem clientes de diversas instituições públicas e privadas. Na área pública, elencaram, entre outros, o Governo do Distrito Federal, de São Paulo, do Rio de Janeiro, do Pernambuco, de Santa Catarina, dentre outros, e também órgãos como o Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal, o Banco Central do Brasil e a Anvisa.

O Sócio do Instituto, Mauro Eustáquio Soares, destacou que o objetivo principal da consultoria é auxiliar o Incra no desenvolvimento e implantação de um novo modelo de gestão com foco em resultados, num prazo de 18 meses. Foram listados, também, os seguintes objetivos específicos:

1. Alinhamento estratégico (missão, valores e visão de futuro);
2. Estabelecimento de metas por toda a estrutura organizacional;
3. Aprimoramento da gestão de projetos de interesse institucional;
4. Desenvolvimento de nova estrutura organizacional, com reestruturação de seus processos críticos, onde devem ser escolhidos pelo menos 8 processos de gestão; e
5. Implantação de um modelo de controle efetivo de metas e resultados.

Para a qualificação do objetivo e monitoramento dos projetos e ações estratégicas, a Consultoria se baseou nas seguintes deficiências institucionais:

1. Elevado escopo de atuação do Incra (responsabilidade por muitas ações);
2. Complexidade e falta de integração de sua estrutura organizacional central;
3. Distribuição estratificada e funcional das Superintendências Regionais;
4. Falta de visão integrada e de longo prazo; e
5. Interferências externas na implementação das políticas desenvolvidas.

Como solução, foi proposto o desenvolvimento de um Plano de Implantação, que envolverá aspectos legais, custos de operacionalização, dentre outros, além da criação de um painel de controle (gráfico, etc) de cada frente de trabalho, com controle e captura de resultados. Pelo cronograma apresentado pela Falconi, espera-se ter uma nova Estrutura Organizacional no prazo de 90 dias.

Por fim, destacou-se a necessidade de fazer um diagnóstico da maturidade sobre a gestão de projetos, das pessoas que serão envolvidas no processo, onde está prevista a criação de um Comitê de Liderança, que abrangerá uma equipe do Incra e da empresa de consultoria.

Finalizada a apresentação, seguiram-se falas dos presentes que, predominantemente, elogiaram a iniciativa. O servidor Reginaldo Aguiar, pela Cnasi, comentou sobre a desmotivação geral dos servidores da casa e que para lograr êxito nesse processo a gestão deve levar em consideração Decisão, Recursos e Gente para fazer, lembrando que o Incra já teve no passado outras iniciativas semelhantes que, no entanto, não levaram a mudanças significativas.

Em seguida, Leonardo Góes comentou sobre as experiências do passado na implementação de projetos de mesma natureza, mas que não tiveram a continuidade em função das intempéries políticas vividas. No entanto, por considerar que o processo de gestão de políticas no Incra é o fator mais crítico, espera que esta experiência seja exitosa, que sua gestão deixe um legado e deixou clara a intenção de contratar o Instituto. Segundo ele, “a questão orçamentária não é exatamente o problema, até porque esta é uma fase posterior, pois o que será discutido inicialmente é a organização institucional”.

Sávio Feitosa agradeceu o convite e elogiou a inciativa por parte da gestão do Incra: “Percebe-se que o principal problema do Incra foi captado pela empresa, que é seu grande escopo de atuação”. Entretanto, destacou: “assumir responsabilidades é a palavra chave e o Incra não pode mais continuar cuidando de tudo. O alinhamento estratégico que deve ser feito e tomado como ponto de partida é direcionar o órgão para aquilo que é sua missão principal: A Gestão Territorial”.

Ao final, Sávio lembrou que o SindPFA realizará, de 28 de novembro a 1º de dezembro, o II Congresso dos Peritos Federais Agrários com o tema “Governança Agrária como política de Estado”.

Por KASSIO ALEXANDRE BORBA

Coordenador Executivo