Quinta-feira, 18 de Agosto de 2022

Projeto de iniciativa popular quer corrigir a tabela de IRPF
Campanha intitulada Imposto Justo é de iniciativa do Sindifisco Nacional

O Sindifisco Nacional (Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil) está promovendo um Projeto de iniciativa popular que corrige a tabela de IRPF (Imposto de Renda da Pessoa Física) de forma a aliviar a pressão tributária sobre os mais pobres.

A ideia, batizada de Imposto Justo, propõe uma alteração nas leis brasileiras de forma a garantir que a tabela do IR seja corrigida de acordo com a média dos ganhos salariais no país. Segundo estudos da organização, em 1996 era isento de Imposto de Renda qualquer trabalhador que ganhasse até nove salários mínimos. A falta de correção faz com que hoje um trabalhador com renda acima de 2,5 salários mínimos já pague o imposto. A iniciativa pretende corrigir, em dez anos, uma defasagem que existe desde 1996 e que vem prejudicando as faixas mais baixas de renda.

A campanha busca informar e mobilizar a população brasileira para corrigir, junto ao Congresso Nacional, as irregularidades observadas atualmente na tabela do Imposto de Renda. O objetivo é reunir 1,5 milhão de assinaturas para apresentarmos ao Congresso Nacional um projeto de lei de iniciativa popular, com mais força para ser transformado em lei.

“Queremos que a correção da tabela do imposto de renda acompanhe a evolução da renda anual dos trabalhadores, corrigindo assim distorções que, no final das contas, só beneficiam quem ganha mais”, diz o Presidente do Sndifisco Nacional, Pedro Delarue Tolentino Filho.

Conheça o projeto, saiba mais e assine nesse link.

O SindPFA esteve na cerimônia de lançamento e o seu Diretor Presidente, Ricardo Pereira, foi saudado da tribuna. O evento aconteceu no auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados, na tarde da terça, 21/5, com a presença de parlamentares e diversos representantes de classe. O Sindifisco Nacional, assim como o SindPFA, faz parte do Fonacate – Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado.

Por KASSIO ALEXANDRE BORBA

Coordenador Executivo