Sábado, 20 de Abril de 2024

Vice-presidente da Anfip esclarece a Reforma da Previdência social.
Foram debatidos o futuro da Previdência e o impacto na vida da população brasileira.

Foi realizada na última quarta-feira (14) uma palestra, no auditório do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), promovida pela Associação dos Servidores da Reforma Agrária em Brasília (Assera), com apoio do Sindicato Nacional dos Peritos Federais Agrários (SindPFA), sobre a Previdência Social, com o vice-presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip), Floriano Peixoto.

Na oportunidade, estando presentes servidores do Incra, foi apresentado um vídeo sobre o impacto que a nova reforma da Previdência irá causar. O vídeo é o sexto episódio da série “Reforma da Previdência: Você Acha Justo?”, produzida pela Anfip, Fundação Anfip e Plataforma Política Social, com apoio do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate). Nele, o ator Herson Capri comenta os impactos que a reforma da Previdência poderá causar e, neste episódio, indaga sobre as previsões do Governo Federal para 2060. Capri, que não cobrou cachê para apresentação do vídeo, alerta para o terrorismo econômico feito pelo governo, que tenta alarmar as pessoas com argumentos falsos, sendo um deles que há déficit na Previdência.

“O Governo não possui um modelo de previsões em longo prazo, inviabilizando a previsão para 2060, que são considerados chutes ou palpites, sem credibilidade científica”, disse Capri, que completa: “especialistas afirmam que em todas as projeções há erros gravíssimos”. Na opinião do ator, não é justo que o governo manipule o cidadão para conseguir apoio à Reforma da Previdência e ser desinformado pelos governantes do Brasil.

Em seguida, houve uma apresentação mais detalhada sobre o que é a previdência pública. Segundo o vice-presidente da Anfip, Floriano Peixoto, as pessoas – principalmente os jovens – , não sabem o que é essa Previdência, disposta no artigo VI da Constituição Federal, que está sendo destruída, restando à população a previdência privada, que vem crescendo a olhos vistos. Esta Previdência, salienta Peixoto, não vai atrás de quem ganha um salário mínimo ou um pouco mais, mesmo porque o cidadão que não tem renda, quando sobra algum dinheiro, não vai investir em previdência: vai pagar suas contas.

Não é um assunto novo, pois vem sendo discutida desde 1990 e volta à baila. “Essa reforma na verdade não é uma reforma, é uma contrarreforma que retira os direitos e institui, na prática, a inviabilidade do sistema de proteção social brasileiro”, disse Floriano, que ressaltou que não são contra a reforma, mas sim contra essa reforma especificamente, pois a Previdência não tem outra finalidade que não ser o principal pilar de sustentação da população na velhice.

Ao final da palestra, o Diretor-Presidente do SindPFA, Sávio Feitosa, avaliou que temos que sair do senso comum, no qual a mídia nos dá como exemplo o Japão, onde certamente o governo fornece mecanismos que garantam segurança, saúde e condições de viver bem. Sávio ainda deixou duas perguntas para reflexão: “quem propôs essa agenda sem uma discussão com a sociedade? Visam beneficiar a quem?”